
Contaram-me que fizeram um minuto de silêncio em tua homenagem. Chega-me imediatamente a tua imagem a rir, como se tudo isto fosse um espetáculo, talvez até um comédia. Surreal. Seria sim, há um ano se te contassem em sonho. Completamente ridículo!! “Um minuto de silêncio em minha homenagem?! Já viste que sonho estúpido?!” Para mim seria um pesadelo impossível, daqueles que nem aos outros acontecem. Mas aconteceu. E continua a ser impossível.
Continuo a achar que estás de viagem e que um dia destes me bates à porta de sorriso aberto. Feliz e entusiasmado como sempre. A verdade é que foste mesmo de viagem, mas sem data de regresso ou, pelo menos, não da forma como queríamos por agora. Acredito que estejas feliz e entusiasmado como sempre e até com outros projetos. Acredito em muita coisa.
Porém, nenhuma das crenças, nem toda a fé que tenho e alguma confiança diminuem a força do tsunami da saudade, da falta que me fazes todos os dias, da vontade que tenho de te abraçar, de te contar as novidades e de me perder no tempo das nossas conversas.
Um minuto de silêncio à procura de memórias que me confortem, silêncio de meditação à espera de te ouvir em algum canto, de te sentir na energia de algum objeto que tenha passado pelas tuas mãos, no brilho de uma estrela ou no canto de um pássaro. E fixar esse sorriso de alegria, de força, de otimismo, que certamente me mandará levantar a cabeça e fazer-me à vida das pequenas coisas que nos fazem felizes.