Imagina que tens de estar num determinado local a determinada hora. Pelo caminho apanhas chuva, trânsito e aselhas. Depois demoras 20 minutos a entrar no parque de estacionamento e só consegues lugar no último piso: -7
Esperas mais 15 minutos pelo elevador, porque achas que é mais rápido e só ele te pode salvar do atraso mais do que certo. Lá chegas e as coisas até correm bem e rápido. Até te dás ao luxo de tomar um café.
Regressas ao parque e pões o papelinho. Não dá. Viras e reviras e continua a não dar. A senhora atrás de ti pede para passar e consegue. Voltas a tentar e não dá. A outra senhora atrás de ti consegue. O segurança diz que já resolveu e podes arriscar novamente. Ouve o barulhinho da leitura e vês no ecrã: leitura impossível. Voltas a carregar no botão que chama o segurança, ninguém te responde. Procuras as outras máquinas e todas passam a estar fora de serviço. E nestes entretantos passam 20 minutos. Voltas à máquina inicial e ouves no altifalante: “a senhora de blusa vermelha o que quer?” E a fila que se amontoou para a olhar para ti. Voltas a tentar e consegues! Ufa!
Já a pensar nos planos seguintes toda animada, pego no carro e faço-me à vida. Tão atenta que estava na vida que ao sair do parque me vejo na faixa contrária, só porque um veículo estava na minha direção. E novamente tudo a olhar para mim. Logo hoje que nem queria vestir vermelho.


