E o mundo dava voltas.

Apertei-lhe a mão com força. Podia acontecer tudo mas as nossas mãos estariam sempre unidas, mesmo longe um do outro. Era um elo eterno, por muitas voltas que desse o mundo.

E o mundo dava voltas e nós fazíamos as nossas vidas longe um do outro. Nas voltas do mundo aprendi a sorrir com o sofrimento e apanhar do chão as migalhas de alegria que encontrava. Vi-te tantas vezes quantas precisei de ti, da tua mão e do teu abraço. Vi-te nos jardins por onde caminhávamos de mão dada, vi-te nas praias de Inverno deserto onde procurávamos o pôr-do-sol. Nas nuvens, onde nos deitávamos depois de nos amar.