Meu Deus, sou ainda tão nova!

“eu sei que é uma questão de dias, de horas, que não escapo mas, Meus Deus, sou tão nova para morrer!”

E era nova, pouco mais de quarenta tinha e os últimos anos já não eram vida, eram aquela sobrevivência aos tratamentos, o rosto sem cor, as dores, a falta de forças… há muito que já não era da vida, mesmo assim queria ficar, mesmo com aquele sofrimento atroz não queria ficar longe dos filhos, do marido, da família e dos amigos que sempre estiveram perto dela. Por eles lutava, por eles acreditava e sonhava. Até ontem… até que ontem a morte veio buscá-la.

“Sou ainda tão nova, Meu Deus!”

Era nova, linda e generosa. Como era possível ser assim arrancada da vida, da família feliz que construíra, do mundo que a apoiara…

Hoje todos a choram… todos querem prestar-lhe a homenagem merecida e despedir-se, mas não para sempre. Porque no coração de todos nós ela ficará para sempre.