A diferença é pouca, infelizmente. Os nossos pais arranjaram mais depressa emprego e conseguiram cedo construir uma vida estável, mas cresceram na miséria, sem liberdade, dominados por um regime fechado e opressdor.
Nós nascemos e crescemos felizes, com liberdade, conhecimento e comida na mesa. Estudamos mas não temos emprego. Não temos hipótese de construir uma vida estável. Os nossos pais chegam à reforma quase sem nada, porque foram-lhes tirando tudo o que lhes deram. E mais, obrigaram-nos a ajudar-nos no sustento, mesmo que consigamos um cantinho para morar, se vem uma despesa maior lá estamos nós a bater na porta dos papás, e vemos que o era já não é mais.
O que havia já não pode haver mais… e mais duro ainda, é perceber que poucos se safam e os que se safam bem é “à grande e à francesa”. E é partir daqui que pode começar o próximo 25 de Abril, feito por nós e por quem nos ensinou que há valores que valem sempre a pena: os dos nossos pais…