Meter conversa

Lembrei-me de falar do frio para meter conversa. É um tema universal, toda a gente tem algo a dizer sobre o frio e às vezes até se têm longas discussões sobre o estado do tempo, as vantagens, as consequências, os problemas… Até com os estranhos podemos falar sobre o frio e acabamos sempre com as frase que deixa qualquer um sem palavras: “É a vida”. Se fosse a morte não estariamos aqui a ter esta conversa. Mas quando falece alguém bem que poderiamos dizer: “É a morte” ou “É a consequência da vida”.

No Natal acontece a mesma coisa. É fácil meter conversa: as prendas e o bacalhau. Há quem fale do Pai Natal, pessoalmente prefiro coisas reais, há mais para dizer. Há também quem prefira a solidão por prazer. Até consigo compreender. Mais do que o frio ou a chuva. Embora respeite a Natureza.

A falta de respeito é uma coisa feia. Desagradável. Uma pessoa acorda bem disposta a sorrir para a vida e leva, de repente, com uma falta de respeito na cara. Isso não se faz. Podiam mandar uma sms: hoje não vás pela VCI, vais ser ultrapassada pela direita, no exacto momento em que te preparavas para sair na saída. Não foi no rosto, mas não deixa de ser desagradável.

Também é não é agradável falar com embriagados em estado avançado. Não pelo não dizem e insistem em querer dizer, mas por não se perceber a articualção daquilo que deveriam ser palavras. É pena não conseguir conversar com bêbados avançados. Eles são verdadeiros, capazes de dizer tudo, tudinho, só que não sai pela boca, fica lá dentro ou sai pelo vómito.

Realmente, este texto é enjoativo, seca… Esta tentativa de meter conversa não foi muito feliz. Vou meditar sobre a necessidade de meter conversa. Volto já.