“Tinha as orelhas furadas e a cabeça era feita de papel”
Seria um cavalo e viveria num lindo carrossel… E mais não sei, e mais não consigo dizer para além de que adoro a expressão cabeça de papel porque sinto tantas vezes que tenho a cabeça feita de papel, que fico completamente molhada quando apanho chuva e parece que tenho de fazer uma nova cabeça porque a outra, de papel, ficou desfeita com a chuva e não há calor que a ressuscite…
Ter a cabeça de papel é brincar ao faz-de-conta. é como se fosse Carnaval ou uma festa de crianças. E como eu gosto de ser criança. De brincar às escondidas e aos cabeleireiros. De me desligar do mundo dos adultos e ser eu, com as orelhas furadas, a cabeça de papel, num lindo carrossel…